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Escafandro



Poeminha novo

Bailado

 

As paredes se abrem

em trincas

a cada novo silêncio,

e a casa insone

é coração sem corpo

na solidão.

Os bordados de um antigo

pas de deux se perdem

na garganta,

já tão Edith Piaf. 

E só o que me excita  

âmago, córtex, hipocampo

é encostar de novo 

os meus pés nos teus,

na altura das nuvens.

 

Angélica Lúcio



Escrito por Angélica Lúcio às 11h06
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Caro Astier

A gente vive de escolhas. Algumas pessoas - como eu - apegam-se ao horóscopo, às runas, ao tarô... para saber o que fazer ou esperar da vida. E se moldam na espera.

 

 Outras - como você - vão mais além: tomam coragem nas letras, vestem-se com uma couraça feita com o que restou dos sobressaltos do coração, fecham os olhos... e saltam!

 

O que virá depois? Não importa. Importa o momento presente, a angústia de se saber fazendo algo que não faz mais vibrar os músculos do corpo. Que não traz mais febre, gozo e êxito, apesar de dar aquela pequena, pequena, pequena segurança no ajuste das contas no final do mês.

 

A gente vibra com as escolhas. Elege a pessoa que irá nos acompanhar adiante e sempre na vida. Define o que gosta, o que odeia, o que dá ânimo ou náuseas no estômago. Opta por acordar vivo todos os dias, mesmo sabendo que, por vezes, um talho na veia seria a saída mais fácil.

 

O que virá depois? Talvez a ideia de que antes era melhor. Ou a certeza de que a dúvida é sempre superior ao tédio.  Acima de tudo, fica a sensação de liberdade. Do dever cumprido consigo mesmo. De ter rompido as amarras e dito: não agüento mais isso, não suporto, não quero.

 

A coragem é irmã do medo, mas também a parente mais que direta da ousadia. Apegue-se às suas letras. Enrole-se em um sobretudo real ou fictício. E guarde dentro de si, no rol dos personagens inanimados, um pouquinho de cada um de nós. Ficaremos aqui – ou ali na esquina mais próxima - à espera de um novo poema, conto ou romance. A vida, companheiro, está dentro de si. “Vamos’imbora”!

 

 Astier Basílio deixa hoje a redação do Jornal da Paraíba, após quase seis anos no caderno Vida & Arte - e contribuições em outras editorias. Com a sua presença ficamos mais cultos. Com a sua ausência, repletos de saudade

 



Escrito por Angélica Lúcio às 12h00
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Baudrillard me socorra

Sempre admirei as pessoas que têm motivação para tudo: vida, trabalho, estudos.

Estão sempre ligadíssimas em viver feliz e aparentam sê-lo realmente.

Só não sei até que ponto isso é real ou um simulacro, hein Baudrillard?

Alguém tem uma pílula aí para mim, por favor?



Escrito por Angélica Lúcio às 11h26
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Chuva linda, lembranças tristes

Adoro quando chove lá fora e estou dentro de casa - bem confortável e aquecida.

Mas sempre me lembro do tempo de repórter da editoria de Cidades, quando tinha de fazer matérias em áreas de risco: moradias construídas em áreas de invasão, sem o mínimo de segurança.

Não dá para esquecer: crianças com os pés no chão, donas de casa aflitas e trabalhadores tentando resgatar algum resto de móvel que sobrou em condições de uso.

A mulher fala dos ratos, das sanguessugas coladas na pele dos filhos e das cobras que encontrou dentro de casa na última enchente.

A cena se repete a cada ano, a cada nova grande chuva. Pode ser aqui ou noutro lugar qualquer do Brasil.

E também são iguais, a cada ano de eleição, as promessas de sempre: milhares de moradias sendo garantidas... a crescer o brilho no olho da população carente.

Caia nessa mais uma vez não, meu povo!



Escrito por Angélica Lúcio às 09h38
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Publicitário pede namorada em casamento

 

 

Foto de outdoor exposto na avenida Beira-Rio, em João Pessoa. A peça foi a forma encontrada pelo publicitário Renato Fernandes  para pedir a mão da namorada, Elisângela Costa, em casamento. Para por a ideia em prática, ele contou com a ajuda de amigos, empresários e fornecedores.  Uma graça mesmo!

 



Escrito por Angélica Lúcio às 12h50
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Leiturinhas

Na semana passada, numa tarde apenas, li um livro emprestado da minha mãe: "O Guardião de Memórias", de Kim Edwards. É um pouco "Sessão da Tarde", mas é bacana.

Esta semana, entre meia hora e outra dos dias, reli "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen. Um clássico que já virou filme e que retrata bem a época em que se passa a história.

E na lista de leituras futuras, três livros que comprei sexta-feira:

 "O Olho da Rua", de Eliane Brum, uma repórter que resgata a função do jornalista como narrador;

"Elite da Tropa", de Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel. Isso mesmo, é o livro-reportagem que deu origem ao famoso filme "Tropa de Elite";

E "Reparação", de Ian McEwan - dizem que o livro é bem superior ao filme "Desejo e Reparação", dirigido por Joe Wrigth.

Enfim, além da bibliografia do MBA, tenho muito com o que me divertir nos próximos dias,.  



Escrito por Angélica Lúcio às 22h52
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Então, tá

Um post num blog pode ser carência,

confissão de sentimento,

pedido de socorro,

uma piscadela no escuro.

 

E pode ser também nada:

um instante de folga

em toda essa azáfama

em que se transformou a minha vida



Escrito por Angélica Lúcio às 02h23
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Eu só quero chocolate!!!

Para alegrar a tarde do Pedrinho, um bolo básico de chocolate. Ainda não dei uma provadinha, pois está quente... mas acho que vai ficar super gostoso. Detalhe: só depois que coloquei no forno normal, é que me toquei que a receita era para microondas. O jeito foi monitorar o forno depois dos tradicionais 30 minutos...Ah, a foto acima não é do meu bolinho. É fake mesmo! É que estou com preguiça de fotografar o bolo, baixar a foto etc etc. Confiram a receita!

Bolo Choco Speed

INGREDIENTES

150g de manteiga * 2 xícaras (chá) de açúcar * 5 ovos * 1 xícara (chá) de chocolate em pó * 2 xícaras (chá) de farinha de trigo * 1 xícara (chá) de leite * 1 colher (chá) de fermento

COBERTURA

4 colheres (sopa) de chocolate em pó * 4 colheres (sopa) de açúcar * 1 copo pequeno de leite (200ml) * 1 colher (chá ) de baunilha)* 1 colher (sobremesa) de margarina

MODO DE PREPARAR

Bata, na batedeira, a manteiga, o açúcar e os ovos (um a um), acrescente o chocolate e a farinha. Vá intercalando com o leite. Coloque o fermento. Mexa bem. Despeje em forma de anel 24 cm, untada, e leve ao forno microondas de 14 a 18 minutos, na potência alta. Para fazer a cobertura, misture todos os ingredientes numa vasilha e leve ao microondas, na potência alta de 5 a 6 minutos.



Escrito por Angélica Lúcio às 14h51
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Tempo de planejar

Não sou um ser humano dado a planejamentos - e até já falei sobre isso aqui nesse blog.

Mas hoje, por exigência de uma questão numa prova sobre Desenvolvimento de Competências Pessoais (do MBA que faço pela FGV) fui obrigada a dedicar alguns neurônios a isso.

A proposta era elaborar minha Visão de Futuro para daqui a 10 anos.

Na minha projeção, entraram o sonho da casa própria no condomínio lindinho, conclusão do curso de inglês, início do de francês, um tour no exterior para aprimorar os idiomas aprendidos, um mestrado, um doutorado e a publicação do meu livro de poesia.

De verdade mesmo, quero o livro, a casinha onde eu possa cantar meus rocks rurais e poder falar "como é gostoso o meu francês".

Mas 10 anos é muito tempo - e até lá, como dizia meu avô Pedro Oliveira, "morre o burro e quem o tange".

 



Escrito por Angélica Lúcio às 22h35
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Que onda!

Resultado do teste 'Qual o seu distúrbio psiquiátrico', que fiz no Facebook. Estão tá!
Histeria

O mundo é um verdadeiro palco de teatro, e você a atriz (ator) principal. Seus sentimentos vivem à flor da pele e qualquer manifestação vinda de você pode tomar dimensões estratosféricas. Tem tendência a se vestir de forma provocante e sexo é algo que nunca sai da sua mente. Tem uma dependência muito grande do ser amado e qualquer desintendimento para você é encarado como o fim do mundo. Você é a personificação da música "Exagerado" do Cazuza.



Escrito por Angélica Lúcio às 02h01
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Contradições de uma pequena dama

Tento não ser romântica
e ainda assim quebro a cara.
Finjo ser "Independente Futebol Clube",
mas quero mesmo é ser colocada no colo.
Faço pose de "toda toda" no trabalho
- para engolir sapos e aguentar o tranco -
e desejo loucamente que resolvam a vida por mim.
Pensam-me mulher de cabeça super bem resolvida,
mas, sob a couraça de ferro, 
há apenas uma menina completamente perdida.
Acho que vou procurar um médico,
tomar remédio controlado,
jogar na Megasena e fugir do mundo.
Ou me encontrar nele.



Escrito por Angélica Lúcio às 09h46
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Música para pensar

Trocando em miúdos
Francis Hime - Chico Buarque/1978

 
Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim ?
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças

Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado

Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde



Escrito por Angélica Lúcio às 15h00
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I hope...

Um dia ainda seremos felizes.

É o código que segue de João Pessoa para Natal, via internet.

A resposta, um cálido" I hope".

Geração de desencontros, essa minha.

Não se sabe satisfeita - inteira de fato - porque cresceu adubada na ideia de que pode mais.

São meninas que não aceitam um não qualquer como resposta.

Que não veem nos homens tábua de salvação.

Mas que querem, sim, um deus (que até nem precisa ser tão Apolo assim) para chamar de seu.

Mais do que as do desenho animado, somos as verdadeiras "meninas poderosas".

E temos forças para lutar pelo que almejamos.

Ainda que nem saibamos ao certo aonde vai dar esse caminho.

E choramos. E também rimos - mesmo que só a distância.

(Adoro você, querida, amiga super poderosa!)

E sim, bem dentro de nós, fermenta a doce sentença: felicidade é a próxima parada da nossa vida!

Você duvida? Eu também não!

Eu me alimento mesmo é dessa certeza!

 

 

 



Escrito por Angélica Lúcio às 23h12
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Simples assim

O recado veio de uma conversa despretensiosa com um amiga pela internet:

- Use o que tem, mulher!

Simples assim?- eu pensei. E é verdade.

Mas só fui me dar conta disso após mudar de casa e me descobrir num apartamento menor.

Onde colocar tantos cremes de cabelo, bolsas de festa e de trabalho?

Sem falar nas dezenas de livros, muitos ainda por ler.

E aí comecei o exercício do "use o que tem":

Faz 15 dias que não compro livro ou revista novos e tento me contentar com as assinaturas que tenho e as obras que estão na estante há tempos, mas que ainda não foram desvendadas. 

As roupas e bolsas que não uso  foram separadas para doação. Algumas receberam uma segunda chance: se não tiverem serventia nos próximos meses, receberão o mesmo destino das colegas.

Só irei comprar novo perfume ou creme de cabelo quando esgotar os que estão no armário do banheiro.

Agora, vou ser sincera: talvez não dê para adotar o conselho da amiga com as coisas do coração.

Talvez o erro, nesse caso, tenha sido justamente esse - me contentar com o que tenho.

Mas isso aí já não é assunto para blogs: é para o divã mesmo.



Escrito por Angélica Lúcio às 12h29
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Um dábliu no caminho

Decidi. Não iria estragar meu domingo com um teclado desconfigurado.

 Por isso estou aqui de novo, digitando a letra "E" e recebendo em troca o esperado: um sinal óbvio e bem desenhadinho. Sem grandes surpresas na tela do computador.

Não que eu não goste de encontrar algum ou outro  "dábliu" pelo caminho. Até quero um pouco disso mesmo: do inusitado.

Mas a precisão da coisa certa no lugar correto é importante para não haver sobressaltos desnecessários.

Agora, permita-se o diferente. Há quanto tempo você não deixa as letras do seu alfabeto íntimo correrem de forma desenfreada, sem o quê da responsabilidade de seguirem sempre em marcha, c- o- r- r- e- t-a - m- e- n- t- e?

_ Avante! Esquerda, volver!

Ai, ai, estou quase pegando o antigo teclado de volta. E torcendo para que, além do "dábliu", haja também algum "xis" e "erre" em constante estado de sobressalto, colocando um pouco mais de vida no meu caminho.



Escrito por Angélica Lúcio às 12h17
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